Exposição Imemorial

Diana Módena, Imemorial, 2007 – 2013, ampliações fotográficas e resina de poliéster, dimensões variáveis

 
A série é composta de fotografias resinadas em formato oval. Imagens solitárias, desmemoriadas e fantasmagóricas..
A resina torna-se  a estrutura da imagem, confere a ela qualidade de objeto, pelo volume, peso, espessura, dureza, textura, bolhas, profundidade e refração, e a prende em seu próprio universo, são acontecimentos, pessoas e coisas isoladas. São  então imagens solitárias. A solidão é comprovadamente um fator de perda da memória.
As imagens não têm uma sequência pré-estabelecida, não são uma narrativa. São como flashes da memória, trazidas à tona de modo analógico e químico, por se utilizar filmes cromos vencidos. As altas luzes omitem ou apagam dados; as cores são frias, por vezes quentes, e sintéticas; os dados identitários se perdem e revelam uma outra realidade, dando um tom fantasmagórico. São então imagens solitárias e desmemoriadas.
O formato oval utilizado tem como referência antigos retratos e porcelanas tumulares. Onde as imagens são o reflexo do outro, desaparecendo. Onde, fechadas em seus tempos, como fantasmas materializados, as imagens são provas do esquecimento. Uma homenagem ao fluxo contingente - transitório e causal - do tempo.  
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